
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de aproximadamente 15,04% nos valores do Bolsa Família. Com a atualização, o benefício mínimo por família passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. Os pagamentos começam no dia 19 daquele mês.
O benefício médio também será reajustado, passando dos atuais R$ 675 para cerca de R$ 777. Segundo o Ministério do Planejamento, a atualização considera a inflação acumulada desde o início do atual governo até agosto deste ano.
Impacto nas contas públicas
De acordo com o Ministério do Planejamento, o reajuste deverá representar uma despesa adicional de R$ 5,8 bilhões em 2026. Para 2027, o impacto estimado é de R$ 22 bilhões. Com a medida, a previsão de gastos com o programa no próximo ano passa de R$ 157,1 bilhões para aproximadamente R$ 179 bilhões.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que o governo considera haver espaço fiscal para absorver o aumento. Segundo ele, os números serão detalhados no relatório de setembro, previsto para ser divulgado no dia 24.
Quem pode receber
Para ter acesso ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218. Também é necessário manter os dados de todos os integrantes atualizados no Cadastro Único e cumprir as exigências relacionadas à saúde e à educação.
Em agosto, aproximadamente 19,3 milhões de famílias receberam o benefício em todo o país.
Valores adicionais
Além do valor mínimo, o programa possui benefícios complementares de acordo com a composição familiar. Atualmente, são pagos R$ 150 por criança de até seis anos, R$ 50 por gestante, R$ 50 por jovem de 7 a 18 anos incompletos e R$ 50 por bebê de até seis meses.
O governo ainda não informou se os valores desses adicionais também serão reajustados.
Programa não tinha reajuste desde 2023
Relançado em março de 2023, o Bolsa Família manteve o benefício mínimo de R$ 600 desde então. A nova atualização ocorre em um período de disputa eleitoral e havia sido anunciada após a proposta de Orçamento de 2027 encaminhada pelo governo ao Congresso não prever aumento nos valores do programa.
A legislação do Bolsa Família permite que os benefícios sejam corrigidos em um intervalo de até dois anos. Segundo o governo, a regra autoriza a atualização, mas não estabelece que ela seja obrigatória.
Fonte: G1.
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