
O governo do Paquistão repassou ao Irã uma proposta de cessar-fogo elaborada pelos Estados Unidos, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (25) por autoridades ouvidas pelas agências de notícias Reuters e Associated Press (AP).
De acordo com a Reuters, um integrante do alto escalão iraniano confirmou que Teerã recebeu o documento por meio de Islamabad. A fonte, no entanto, não detalhou o conteúdo nem confirmou se se trata do plano de 15 pontos citado pela imprensa norte-americana.
Já autoridades paquistanesas disseram à AP que o país atuou como intermediário no envio do plano completo ao governo iraniano.
A iniciativa ocorre em meio a versões divergentes sobre a existência de negociações. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã demonstra interesse em um acordo. Em resposta, autoridades iranianas negaram qualquer tratativa em curso e criticaram a declaração, afirmando que o norte-americano “negocia com ele mesmo”.
Segundo a Reuters, a Turquia também participa das articulações diplomáticas para encerrar o conflito. Tanto Ancara quanto Islamabad são apontadas como possíveis sedes para eventuais encontros entre representantes dos dois países.
Na terça-feira (24), o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou que o país está disposto a receber negociações entre Washington e Teerã. A declaração foi compartilhada por Trump nas redes sociais.
Fontes ouvidas pela Reuters indicam que reuniões presenciais podem ocorrer nos próximos dias em Islamabad, capital paquistanesa, mas não há confirmação oficial.
Plano aborda programa nuclear e mísseis
O documento apresentado pelos Estados Unidos reúne 15 pontos e trata de temas considerados centrais, como o programa nuclear iraniano e o desenvolvimento de mísseis balísticos.
Entre as medidas propostas estão o compromisso de não desenvolver armas nucleares, a limitação do alcance e da quantidade de mísseis e o desmonte de instalações de enriquecimento de urânio em Natanz, Isfahan e Fordow.
O plano também prevê o fim do apoio financeiro a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah, além da criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.
De forma geral, segundo autoridades do Paquistão, a proposta inclui ainda alívio de sanções, cooperação nuclear para fins civis, restrições ao programa nuclear do Irã e garantias de navegação na região.
Fonte: G1.
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