
O primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido no Brasil foi apresentado nesta quarta-feira (25), no aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de autoridades.
O modelo é desenvolvido pela Embraer em parceria com a empresa sueca Saab e integra o programa de modernização da Força Aérea Brasileira (FAB). O projeto prevê transferência de tecnologia e participação direta de engenheiros brasileiros na produção.
O F-39E Gripen é equipado com sistemas avançados de combate e pode ser utilizado em missões de defesa, reconhecimento e ataque. Entre os armamentos disponíveis estão o míssil Meteor, considerado um dos mais avançados da atualidade, e canhão. Em novembro de 2025, a FAB realizou o primeiro lançamento desse tipo de míssil.
A aeronave substitui os antigos caças F-5, utilizados há décadas pela força aérea. O acordo firmado em 2014 prevê a compra de 36 unidades, parte delas produzidas no Brasil, com investimento total de cerca de US$ 4 bilhões (R$ 21,25 bilhões).
Marco para a indústria nacional
Com capacidade de atingir até 2,4 mil km/h — cerca de duas vezes a velocidade do som —, o Gripen tem autonomia de aproximadamente duas horas e meia de voo e pode ser reabastecido em pleno ar, ampliando seu alcance operacional.
Em fevereiro deste ano, o modelo passou a operar em alerta de defesa aérea no país, podendo ser utilizado em missões reais e na proteção do espaço aéreo, incluindo a capital federal.
A apresentação da primeira unidade montada no Brasil é considerada um marco para o setor de defesa, consolidando o país entre aqueles com domínio de etapas estratégicas na produção de aeronaves de alta tecnologia.
Segundo a FAB, o programa já envolveu mais de 300 engenheiros brasileiros em treinamentos na Suécia e deve gerar mais de 2 mil empregos diretos e cerca de 10 mil postos de trabalho.
Tecnologia embarcada
O Gripen conta com sistemas avançados de guerra eletrônica, como alerta de detecção de radar, contramedidas eletrônicas e aviso de aproximação de mísseis. Também possui sistemas de comunicação tática criptografada, que permitem troca de informações em tempo real entre aeronaves e centros de comando.
A aeronave ainda dispõe de sensores para inteligência, vigilância e reconhecimento, além de equipamentos de autoproteção e armamentos de curto e longo alcance, que ampliam a capacidade de atuação em diferentes cenários de combate.
Fonte: G1.
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