
A proposta da Federação Internacional de Futebol (Fifa) de permitir a entrada de investidores privados em uma nova empresa responsável por suas operações comerciais provocou reações de dirigentes e entidades esportivas. O plano ainda depende da aprovação das 211 associações filiadas à entidade.
Segundo a Fifa, a criação da subsidiária, chamada Fifa Forward Enterprise (FFE), tem como objetivo ampliar os investimentos destinados ao desenvolvimento do futebol mundial, mantendo o controle da governança, das competições e das decisões esportivas sob responsabilidade exclusiva da entidade.
A expectativa é que a iniciativa permita elevar para mais de US$ 10 bilhões os recursos destinados ao desenvolvimento do esporte. A proposta prevê ainda que cada federação filiada possa receber um aporte único de até US$ 20 milhões para financiar projetos.
As mudanças, no entanto, foram criticadas pela Uefa, que afirmou que a medida representa um risco à governança do futebol e pode abrir caminho para a expansão de competições da Fifa com o objetivo de aumentar receitas.
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, também se manifestou contra a proposta, afirmando que o futebol pertence aos torcedores e que a Copa do Mundo não deve ser tratada como um ativo comercial.
Especialistas em finanças esportivas avaliam que, caso o projeto seja aprovado, investidores poderão pressionar por torneios maiores e mais frequentes para ampliar o retorno financeiro, o que pode aumentar a disputa por espaço no calendário internacional.
A proposta será debatida pelo Conselho da Fifa ainda neste semestre e, se avançar, poderá ser submetida à votação das associações nacionais durante o Congresso da entidade, previsto para março, no Marrocos.
Fonte: BBC Brasil.
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