
A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) divulgou um alerta sobre segurança viária após a implementação da renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), prevista em medida provisória recente. A entidade defende que decisões sobre trânsito considerem os limites físicos do corpo humano diante de acidentes.
Segundo estudos reunidos na diretriz “Tolerância Humana a Impactos: implicações para a segurança viária”, um aumento de apenas 5% na velocidade média de uma via pode provocar crescimento de até 20% no número de mortes em sinistros de trânsito.
De acordo com a associação, a energia liberada em colisões aumenta de forma exponencial conforme a velocidade, ultrapassando rapidamente a capacidade do corpo humano de suportar impactos. O risco é ainda maior para pedestres, ciclistas e motociclistas, considerados usuários mais vulneráveis das vias.
O documento também aponta preocupação com a expansão da frota de veículos utilitários esportivos (SUVs), que possuem frente mais elevada e podem provocar lesões mais graves em atropelamentos.
Dados do Ministério da Saúde, obtidos pelo sistema DataSUS, indicam que pedestres, ciclistas e motociclistas representam mais de 75% das internações hospitalares relacionadas a acidentes de trânsito no país.
Renovação da CNH
A diretriz também aborda a renovação automática da CNH prevista pela Medida Provisória nº 1327/2025. A norma permite que motoristas inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores renovem o documento sem a realização de exames médicos obrigatórios.
Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), mais de 323 mil condutores utilizaram o sistema na primeira semana de funcionamento, gerando economia estimada de R$ 226 milhões em taxas e custos administrativos.
Para a Abramet, no entanto, a aptidão para dirigir pode mudar ao longo do tempo e depende das condições de saúde do motorista. Doenças neurológicas e cardiovasculares, distúrbios do sono, envelhecimento e sequelas de traumatismos estão entre os fatores que podem reduzir a capacidade de condução.
Recomendações
A entidade defende a adoção de limites de velocidade compatíveis com a tolerância humana aos impactos, além de políticas permanentes de controle da velocidade, campanhas educativas e avaliação médica periódica dos condutores.
Segundo a Abramet, políticas de trânsito devem ser baseadas em evidências científicas, considerando não apenas a fluidez do tráfego, mas também a proteção da vida e a segurança dos usuários das vias.
Fonte: Agência Brasil.
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