Brasil

Entidade médica alerta para riscos após mudanças nas regras de trânsito

por Redação
Foto: Reprodução/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) divulgou um alerta sobre segurança viária após a implementação da renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), prevista em medida provisória recente. A entidade defende que decisões sobre trânsito considerem os limites físicos do corpo humano diante de acidentes.

Segundo estudos reunidos na diretriz “Tolerância Humana a Impactos: implicações para a segurança viária”, um aumento de apenas 5% na velocidade média de uma via pode provocar crescimento de até 20% no número de mortes em sinistros de trânsito.

De acordo com a associação, a energia liberada em colisões aumenta de forma exponencial conforme a velocidade, ultrapassando rapidamente a capacidade do corpo humano de suportar impactos. O risco é ainda maior para pedestres, ciclistas e motociclistas, considerados usuários mais vulneráveis das vias.

O documento também aponta preocupação com a expansão da frota de veículos utilitários esportivos (SUVs), que possuem frente mais elevada e podem provocar lesões mais graves em atropelamentos.

Dados do Ministério da Saúde, obtidos pelo sistema DataSUS, indicam que pedestres, ciclistas e motociclistas representam mais de 75% das internações hospitalares relacionadas a acidentes de trânsito no país.

Renovação da CNH

A diretriz também aborda a renovação automática da CNH prevista pela Medida Provisória nº 1327/2025. A norma permite que motoristas inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores renovem o documento sem a realização de exames médicos obrigatórios.

Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), mais de 323 mil condutores utilizaram o sistema na primeira semana de funcionamento, gerando economia estimada de R$ 226 milhões em taxas e custos administrativos.

Para a Abramet, no entanto, a aptidão para dirigir pode mudar ao longo do tempo e depende das condições de saúde do motorista. Doenças neurológicas e cardiovasculares, distúrbios do sono, envelhecimento e sequelas de traumatismos estão entre os fatores que podem reduzir a capacidade de condução.

Recomendações

A entidade defende a adoção de limites de velocidade compatíveis com a tolerância humana aos impactos, além de políticas permanentes de controle da velocidade, campanhas educativas e avaliação médica periódica dos condutores.

Segundo a Abramet, políticas de trânsito devem ser baseadas em evidências científicas, considerando não apenas a fluidez do tráfego, mas também a proteção da vida e a segurança dos usuários das vias.

Fonte: Agência Brasil.

Programa ambiental distribui 12 mil mudas em municípios do Sul do Piauí
Geral
Justiça Itinerante oferece atendimentos gratuitos na Alepi durante Semana do Consumidor
Geral
Obras de pavimentação avançam em Oeiras e alcançam 60% de execução
Geral
MAIS NOTÍCIAS
Defesa Civil acompanha situação da Barragem Barra do Campestre e alerta moradores em Coronel José Dias
Após tombamento de carreta com químicos, Semarh restringe uso da água em riacho de Bertolínia
Polilaminina ainda passa por testes antes de possível uso contra lesões na medula
Empresário Valter Alencar Neto morre aos 47 anos em Teresina