
Os principais governos europeus, com exceção da Espanha, demonstraram apoio político às ações dos Estados Unidos e de Israel no conflito contra o Irã. Reino Unido, França e Alemanha não condenaram os ataques a Teerã e responsabilizaram o governo iraniano pela escalada da crise.
Em posicionamento conjunto, os três países afirmaram que poderão adotar medidas consideradas defensivas para conter lançamentos de mísseis e drones iranianos. A França anunciou o envio de embarcações militares ao Oriente Médio para operações classificadas como proteção regional. A Alemanha declarou compartilhar dos objetivos estratégicos de Washington e Tel Aviv.
Portugal autorizou o uso da base aérea nos Açores por forças norte-americanas, mediante condições estabelecidas pelo governo. A Itália, por sua vez, reforçou cooperação defensiva com países do Golfo e criticou ações do regime iraniano contra civis.
Analistas observam que, até o momento, não houve iniciativa das potências europeias para levar o tema ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), instância responsável por autorizar o uso da força no âmbito do direito internacional.
Divergência espanhola
A Espanha adotou postura distinta. O primeiro-ministro Pedro Sánchez declarou que a prioridade deve ser a defesa do direito internacional e a busca por uma solução diplomática. Ele citou os efeitos da Guerra do Iraque como exemplo dos riscos de intervenções militares prolongadas.
A posição gerou reação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chegou a sinalizar possíveis medidas comerciais contra o país europeu. O governo espanhol negou qualquer mudança em sua posição oficial.
Impactos e cenário internacional
Em meio às tensões, a Guarda Revolucionária do Irã alertou que navios de países envolvidos no conflito não deveriam cruzar o Estreito de Ormuz, corredor estratégico para o transporte global de petróleo.
O cenário amplia a pressão diplomática na Europa e evidencia divergências internas sobre o papel do continente diante da crise no Oriente Médio.
Fonte: Agência Brasil.
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