
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, acusou os Estados Unidos e Israel de cometer genocídio durante o conflito e pediu que a Organização das Nações Unidas condene os países pelo ataque a uma escola na cidade de Minab, no sul do Irã. A declaração foi feita nesta sexta-feira (27), durante sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.
O bombardeio atingiu a escola Shajareh Tayyebeh no primeiro dia da guerra e deixou cerca de 175 mortos, entre alunos e professores. Segundo análises preliminares divulgadas por veículos internacionais, como Reuters, Associated Press (AP) e o jornal The New York Times, o ataque teria ocorrido por erro militar dos Estados Unidos. Investigações iniciais também indicam possível responsabilidade das forças norte-americanas.
Durante o discurso, Araqchi afirmou que o ataque foi intencional e classificou o episódio como crime de guerra e contra a humanidade. Ele também declarou que a ação faz parte de um padrão mais amplo de violações de direitos humanos.
O chanceler iraniano acusou ainda EUA e Israel de destruírem ou danificarem mais de 600 escolas ao longo do conflito, o que teria deixado mais de mil estudantes e profissionais feridos ou mortos. Ele também criticou o início da guerra em meio a negociações nucleares e afirmou que o Irã não provocou o conflito e continuará se defendendo.
Os Estados Unidos não enviaram representante para a sessão. Oficialmente, o governo norte-americano atribui ao Irã a responsabilidade pelo ataque e afirma que não tem civis como alvo — posição também reiterada por autoridades ouvidas por agências internacionais.
Durante a reunião, o alto comissário de Direitos Humanos da ONU, Volker Türk, pediu que os Estados Unidos concluam a investigação sobre o caso e tornem os resultados públicos.
“O processo deve ser finalizado o mais rápido possível, com divulgação das conclusões. É necessário garantir justiça diante do dano causado”, afirmou.
O Brasil também se manifestou na sessão. O representante do país no Conselho de Direitos Humanos, André Simas Magalhães, condenou o ataque e classificou o episódio como uma grave violação do direito internacional humanitário.
Contexto internacional
Reportagens de veículos como Reuters e AP apontam que o episódio aumentou a pressão internacional sobre os Estados Unidos, especialmente diante de denúncias de ataques a estruturas civis durante o conflito. Segundo essas publicações, organizações de direitos humanos também pedem maior transparência nas investigações e responsabilização dos envolvidos.
Já análises do The New York Times destacam que o caso pode impactar negociações diplomáticas futuras e ampliar tensões no cenário internacional, principalmente em meio a disputas geopolíticas no Oriente Médio.
As investigações sobre o ataque seguem em andamento, e novos desdobramentos são aguardados por organismos internacionais e pela comunidade global.
Fonte: G1, Reuters, AP e The New York Times.
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