
O governo da Argentina afirmou que pode enviar militares para o Oriente Médio caso haja solicitação dos Estados Unidos. A declaração foi feita pelo porta-voz da presidência, Javier Lanari, em entrevista ao jornal espanhol El Mundo, na quarta-feira (18).
Segundo Lanari, o país está disposto a prestar apoio conforme a necessidade. Ele afirmou, no entanto, que não há confirmação de que os Estados Unidos tenham feito esse pedido até o momento.
A sinalização ocorre em meio ao alinhamento do governo argentino com os Estados Unidos e Israel desde o início da gestão do presidente Javier Milei. Entre as medidas adotadas, estão decisões como a saída da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o anúncio da intenção de transferir a embaixada argentina de Tel Aviv para Jerusalém.
Milei também tem adotado posicionamentos duros em relação ao Irã, país que já classificou como inimigo, além de voltar a associá-lo ao atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), ocorrido em 1994 — acusação negada por Teerã.
As declarações do governo argentino foram criticadas por veículos internacionais, como o jornal iraniano Tehran Times, que classificou a postura como hostil.
O posicionamento também ocorre em meio a denúncias de corrupção envolvendo o presidente argentino no caso da criptomoeda Libra. Segundo o jornal El Destape, uma análise pericial aponta um suposto acordo milionário relacionado à divulgação do ativo digital nas redes sociais.
O governo ainda não se manifestou oficialmente sobre as novas acusações. Enquanto isso, parlamentares da oposição articulam a abertura de investigação no Congresso argentino.
Historicamente, a Argentina já participou de operações militares com apoio dos Estados Unidos, como na Guerra do Golfo, em 1991. Anos antes, em 1982, o país esteve envolvido na Guerra das Malvinas, contra o Reino Unido.
Fonte: Agência Brasil.
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