
Os preços do petróleo recuaram nesta sexta-feira (20), após indicações do governo dos Estados Unidos de que pode ampliar a oferta de combustível no mercado global. A queda ocorre depois de uma forte alta registrada com a intensificação dos ataques no Oriente Médio.
Na quinta-feira (19), o barril do Brent chegou a US$ 119. Ao longo do dia, o valor perdeu força e fechou a US$ 108,65. Já nesta manhã, por volta das 9h50, era negociado a US$ 107,42, com leve queda, embora ainda em patamar elevado.
O recuo foi influenciado por declarações de autoridades americanas. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que os EUA estudam flexibilizar sanções ao petróleo iraniano e liberar parte das reservas estratégicas. O presidente Donald Trump também sinalizou que não pretende enviar tropas ao Oriente Médio e que o conflito pode ser encerrado em breve.
Outro fator que ajudou a reduzir a pressão foi o apoio internacional à segurança no Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo. Países como Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão manifestaram disposição em colaborar para garantir a navegação na região.
Mesmo com o alívio, o cenário segue instável diante da continuidade dos ataques entre Irã e Israel, o que mantém o mercado de energia sob forte volatilidade.
A Agência Internacional de Energia (IEA) recomendou a adoção de medidas para reduzir o consumo, como estímulo ao trabalho remoto e diminuição do uso de transporte aéreo. Em março, países membros já haviam aprovado a liberação de 400 milhões de barris de reservas emergenciais.
No Brasil, o impacto da alta recente ainda é sentido. O preço do diesel acumula aumento de cerca de 25%, chegando a uma média de R$ 7,22, o que pressiona custos logísticos e pode influenciar a inflação.
Apesar de medidas adotadas pelo governo, como redução de tributos, o efeito ainda não chegou ao consumidor. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que acompanha o cenário e que não há risco de desabastecimento.
Fonte: G1.
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