
A participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula do G7, realizada nesta semana na França, é vista pelo governo brasileiro como uma oportunidade para avançar nas negociações sobre as novas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para produtos brasileiros.
Nos bastidores, a expectativa é de que um eventual encontro entre Lula e Trump possa contribuir para reabrir o diálogo sobre as medidas comerciais. Até o momento, no entanto, uma reunião bilateral entre os dois líderes não foi confirmada.
As novas tarifas, anunciadas no início de junho, preveem uma cobrança de 25% sobre determinados produtos brasileiros. O governo brasileiro avalia que a decisão possui forte componente político e considera que argumentos técnicos apresentados ao longo dos últimos meses não foram levados em conta pelas autoridades norte-americanas.
A estratégia adotada por Trump segue um modelo já utilizado em outras ocasiões, no qual tarifas comerciais são empregadas como instrumento de pressão em negociações diplomáticas e econômicas. Durante seus mandatos, o presidente norte-americano recorreu à mesma prática em disputas envolvendo países como China, Canadá, México e membros da União Europeia.
Apesar da preocupação, o impacto econômico imediato sobre o Brasil tende a ser reduzido. Isso porque uma ampla lista de exceções foi mantida pelos Estados Unidos, preservando produtos que representam cerca de 60% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano.
Além das questões comerciais, o governo brasileiro acompanha o andamento da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), etapa necessária antes da eventual implementação das novas medidas.
Mesmo sem definição sobre o futuro das tarifas, o Planalto afirma que continuará buscando soluções diplomáticas. Lula já declarou que pretende manter o diálogo com Washington e reforçar a posição do Brasil nas negociações internacionais, ao mesmo tempo em que amplia as relações com outras economias presentes no encontro do G7.
Fonte: G1.
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