
O dólar fechou em forte queda nesta segunda-feira (9) após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que o conflito envolvendo o Irã pode estar próximo do fim. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,165, com recuo de 1,52%.
Durante o pregão, o câmbio apresentou grande volatilidade. A divisa chegou a abrir o dia em R$ 5,28, mas passou a recuar com a venda de dólares por investidores que buscavam realizar lucros após a alta provocada pelas tensões no Oriente Médio. Após as declarações de Trump em entrevista à CBS, o movimento de queda se intensificou.
Com o resultado, o dólar atingiu o menor patamar desde 27 de fevereiro, período que antecedeu o início dos bombardeios contra o Irã. Em 2026, a moeda acumula desvalorização de cerca de 5,9% frente ao real. O euro também caiu e terminou o dia em R$ 5,99, voltando a ficar abaixo da marca de R$ 6.
Bolsa brasileira avança
O mercado de ações também reagiu positivamente à redução das tensões geopolíticas. O índice Ibovespa, principal indicador da B3, fechou aos 180.915 pontos, com alta de 0,86%.
A valorização ganhou força no fim do pregão, quando os investidores passaram a apostar em um cenário de menor risco internacional, o que tende a favorecer mercados emergentes como o Brasil.
Petróleo recua após disparada
A expectativa de redução do conflito também impactou o mercado de energia. O petróleo do tipo Brent, referência global, chegou a alcançar US$ 119,50 por barril durante a madrugada, mas perdeu força ao longo do dia.
Antes da entrevista de Trump, o barril ainda era negociado próximo de US$ 97. Após as declarações, o preço recuou para cerca de US$ 87.
Analistas apontam que outros fatores ajudaram a conter a alta da commodity. Países do G7 discutem a liberação de reservas estratégicas de petróleo para estabilizar os preços. Além disso, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou a possibilidade de enviar fragatas para proteger embarcações no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte mundial de petróleo.
Especialistas do mercado financeiro avaliam que qualquer sinal de redução do conflito pode diminuir a pressão sobre preços de energia e ajudar a conter riscos inflacionários na economia global.
Fonte: Agência Brasil e Reuters.
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