
Um levantamento realizado pelo Hospital A. C. Camargo e pela Nexus revelou que, embora a maioria dos brasileiros reconheça sintomas como sangue nas fezes e alterações persistentes no funcionamento do intestino como sinais de alerta, parte da população ainda demora a buscar atendimento médico.
A pesquisa mostra que oito em cada dez entrevistados consideram esses sintomas potencialmente graves. Mesmo assim, entre os participantes que relataram já ter observado sangue nas fezes, 40% não procuraram assistência médica imediatamente. Parte aguardou a melhora espontânea, recorreu a remédios caseiros, automedicação ou buscou informações na internet antes de consultar um profissional.
O estudo também aponta baixo conhecimento sobre a Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO), exame utilizado para detectar precocemente alterações relacionadas ao câncer colorretal. Cerca de 67% dos entrevistados afirmaram nunca ter ouvido falar do procedimento, enquanto apenas 11% disseram já tê-lo realizado.
Especialistas reforçam que sintomas como sangramento nas fezes, mudanças persistentes no hábito intestinal, dor abdominal contínua e perda de peso sem explicação devem ser avaliados rapidamente. A recomendação é que exames preventivos sejam realizados a partir dos 45 anos ou antes, conforme orientação médica e histórico familiar.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano entre 2026 e 2028, tornando a doença o segundo tipo de câncer mais incidente no país. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento e cura.
Fonte: Agência Brasil.
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