
A Fundação Municipal de Saúde (FMS) e a Universidade Federal do Piauí (UFPI) vão desenvolver um projeto para investigar os efeitos das altas temperaturas na saúde da população de Teresina. A iniciativa integra o PET-Saúde: Clima, do Ministério da Saúde, e terá duração de dois anos.
O estudo pretende identificar as chamadas manchas de calor urbano e cruzar essas informações com dados de saúde e vulnerabilidade social. A proposta é apontar regiões mais expostas e ajudar a orientar ações da rede municipal.
Grupos serão acompanhados
Entre os públicos analisados estão gestantes, mulheres no climatério e idosos, com atenção especial aos possíveis efeitos do calor sobre a saúde cardiovascular, o sono, a saúde mental e a função renal.
O programa também vai envolver áreas como Atenção Básica e Especializada, Vigilância em Saúde, Vigilância Epidemiológica e Ambiental e Zoonoses. Dados meteorológicos, registros de doenças e informações sobre vetores poderão ser analisados conjuntamente.
Protocolos de atendimento
Outra frente será a criação e o acompanhamento de protocolos de cuidado para situações relacionadas ao calor extremo, incluindo pré-natal, climatério e prevenção de lesões renais em idosos.
A iniciativa reúne 10 cursos da UFPI e prevê 60 bolsistas distribuídos em cinco grupos de aprendizagem, além da participação de profissionais da FMS. O projeto também deverá avaliar medidas como arborização e estratégias adotadas pelas próprias comunidades para reduzir os efeitos das altas temperaturas.
Fonte: Prefeitura de Teresina.
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