
Profissionais formados em licenciatura em Educação Física deixaram de poder atuar em academias e espaços de musculação no Piauí desde o dia 19 deste mês. A mudança ocorreu após o término do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Federal, que autorizava, de forma provisória, a atuação desses profissionais fora do ambiente escolar.
Com o fim do acordo, passou a ser exigido o diploma de bacharelado para o exercício da atividade em academias. A estimativa é que aproximadamente 3 mil educadores físicos tenham sido impactados.
Integrantes da Associação dos Profissionais de Educação Física do Piauí (Apef) participaram de reunião com o presidente do Conselho Regional de Educação Física da 15ª Região (CREF-PI), Denys Queiroz, na sede do MPF, para discutir a possibilidade de prorrogação do TAC. A decisão depende de aprovação do colegiado do conselho.
A categoria argumenta que a oferta de bacharelado é limitada nas instituições públicas. Na Universidade Estadual do Piauí, por exemplo, o curso está disponível apenas em Teresina, enquanto campi como Picos e Floriano oferecem exclusivamente licenciatura.
Profissionais relatam perda de renda e dificuldades para concluir formação complementar, principalmente por questões financeiras e de conciliação com o trabalho.
O vereador Roncalin Filho acompanhou as discussões e destacou que a medida também pode impactar usuários das academias que dependem da orientação técnica para atividades físicas.
Os educadores aguardam definição do CREF-PI sobre eventual pedido de renovação do acordo junto ao MPF.
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