
O ataque a uma escola de meninas na cidade de Minab, no sul do Irã, matou 168 crianças e deixou mais de 90 feridas no sábado (28), primeiro dia da ofensiva militar de Estados Unidos e Israel contra o país. O episódio provocou repercussão global e intensificou questionamentos sobre os impactos da guerra na população civil.
O funeral coletivo das vítimas, realizado na terça-feira (3), reuniu milhares de pessoas. As imagens dos caixões enfileirados e da comoção pública circularam internacionalmente e reforçaram pedidos de apuração independente.
O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, solicitou uma investigação “rápida, imparcial e minuciosa” sobre as circunstâncias do bombardeio. Até o momento, nem Washington nem Tel Aviv assumiram autoria. A Casa Branca informou que apura o caso, enquanto Israel declarou não ter identificado relação direta entre o ataque e suas operações.
Análise publicada pelo jornal norte-americano The New York Times, com base em imagens de satélite e vídeos verificados, aponta que a escola foi atingida por um ataque de precisão ocorrido simultaneamente a ofensivas dos EUA contra alvos militares próximos ao Estreito de Ormuz. Especialistas avaliam diferentes hipóteses, incluindo erro de alvo.
Mulheres e guerra
O caso também reacendeu o debate sobre a situação das mulheres no Irã. O país mantém restrições como o uso obrigatório do hijab e limitações à mobilidade feminina, fiscalizadas pela Patrulha de Orientação. Em 2022, a morte da jovem Mahsa Amini sob custódia policial desencadeou o movimento “Mulher, Vida e Liberdade”, que ganhou projeção internacional.
Pesquisadores destacam que, apesar das restrições, houve avanços sociais nas últimas décadas. Dados do Banco Mundial e da Unesco indicam que a alfabetização feminina no Irã passou de cerca de 30% nos anos 1970 para aproximadamente 85% nos anos 2000. A presença de mulheres nas universidades também cresceu, embora a participação no mercado de trabalho permaneça entre 15% e 20%.
Diante do episódio, organizações de direitos humanos reforçam a necessidade de responsabilização e de medidas efetivas para proteger civis em zonas de conflito.
Fonte: Agência Brasil.
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