
Se antes da Copa do Mundo de 2026 Vinícius Júnior ainda convivia com cobranças pelo desempenho na Seleção Brasileira, bastaram três partidas para mudar o cenário. Com quatro participações diretas em gols e atuações decisivas, o atacante chega ao duelo contra o Japão, nesta segunda-feira (29), como a principal referência ofensiva da equipe comandada por Carlo Ancelotti.
As críticas acompanhavam o camisa 7 desde os primeiros anos na seleção principal. Apesar do sucesso no Real Madrid, onde se consolidou como um dos melhores jogadores do mundo, Vini ainda buscava repetir o mesmo protagonismo vestindo a camisa do Brasil. Antes do Mundial, havia marcado apenas oito gols em 46 partidas pela equipe principal.
A virada começou logo na estreia da Copa. Contra o Marrocos, foi dele o gol que garantiu o empate brasileiro em 1 a 1. Na segunda rodada, diante do Haiti, marcou novamente, deu assistência e participou da jogada que originou outro gol da equipe.
O grande momento veio na vitória por 3 a 0 sobre a Escócia. Vinícius marcou duas vezes e comandou o setor ofensivo justamente na partida que marcou o retorno de Neymar à seleção após longo período afastado por lesão.
O desempenho chamou atenção até do próprio camisa 10.
“Vini hoje é o nosso principal jogador e está numa fase incrível, vem nos ajudando e decidindo os jogos”, afirmou Neymar após a partida.
Os números reforçam o momento do atacante. Vinícius participou diretamente dos quatro primeiros gols do Brasil na competição, marca alcançada por poucos jogadores da história da seleção em Copas do Mundo. Com quatro gols marcados, também entrou na disputa pela artilharia do torneio.
Grande parte dessa evolução passa pelo trabalho de Carlo Ancelotti. Técnico de Vinícius durante anos no Real Madrid, o italiano voltou a comandá-lo agora na seleção e montou um sistema que privilegia suas principais características: velocidade, liberdade de movimentação e capacidade de decidir partidas.
Para o ex-jogador Walter Casagrande, a mudança foi determinante.
“A mudança do jeito de jogar do Vinícius Jr. na seleção aconteceu com a chegada de Carlo Ancelotti. Ele conhece o poder de decisão do jogador e montou um esquema parecido com o que utilizava no Real Madrid”, avaliou.
O jornalista Paulo Vinícius Coelho também destaca a influência do treinador italiano.
“Ancelotti transformou Vinícius no jogador mais livre do sistema tático. É o melhor jogador brasileiro da atualidade e aquele com maior capacidade de decidir jogos.”
Agora, o desafio será diante do Japão, adversário que eliminou as dúvidas sobre seu crescimento ao vencer o Brasil em amistoso no ano passado e chega ao mata-mata com uma equipe organizada e veloz.
Mesmo com o histórico amplamente favorável — são 11 vitórias brasileiras em 14 confrontos —, a seleção japonesa promete impor dificuldades. Conhecida pela intensidade, disciplina tática e rápidas transições ofensivas, a equipe asiática representa um teste importante para o ataque brasileiro.
O Brasil, por outro lado, aposta justamente no melhor momento de Vinícius Júnior desde que passou a defender a seleção principal. Se mantiver o desempenho apresentado na fase de grupos, o camisa 7 pode ser novamente o nome responsável por conduzir a equipe rumo às quartas de final da Copa do Mundo.
Fonte: BBC Brasil.
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