
Um estudo da Agência Lupa aponta que o uso de inteligência artificial tem ampliado a disseminação de desinformação e representa um desafio crescente para o ambiente digital e democrático.
O levantamento, baseado em 1.294 checagens realizadas em diferentes idiomas, mostra que 81,2% dos conteúdos falsos produzidos com uso de IA surgiram entre 2024 e março de 2026. Entre os temas mais recorrentes estão eleições, guerras e golpes.
De acordo com a pesquisa, o uso de tecnologias como deepfakes — que simulam rostos e vozes — tem tornado as peças de desinformação mais sofisticadas e difíceis de identificar. O material falso circula em diversos formatos, incluindo vídeos, áudios, imagens e textos.
A análise também aponta crescimento no volume de casos ao longo dos anos. Foram 160 registros em 2023, 578 em 2025 e, até março de 2026, já haviam sido identificadas 205 ocorrências.
Outro destaque do estudo é a distribuição por idiomas: conteúdos em inglês lideram os registros, seguidos por espanhol e português.
Especialistas alertam que o cenário tende a se intensificar, especialmente em períodos eleitorais, com maior circulação de conteúdos manipulados.
Como resposta, a pesquisa destaca a importância da educação midiática, com foco no desenvolvimento da capacidade de identificar informações falsas. A recomendação é que iniciativas de formação sejam ampliadas, inclusive no ambiente escolar, como forma de fortalecer o acesso à informação de qualidade e reduzir os impactos da desinformação.
Fonte: Agência Brasil.
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